Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 14/09/2021

De acordo com o filósofo Aristóteles, devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida de sua desigualdade. Análogo a isso, é incontestável que um dos grandes desafios criados pela globalização é incluir certos núcleos sociais na tecnologia. Logo, idosos são um dos grupos mais afetados quando se trata de utilizar da internet. Assim, a falta de políticas assistencialistas para integrar a terceira idade no mundo tecnológico prejudica não somente sua vida profissional, como também a social.

Em uma primeira análise, é indubitável que o capitalismo informacional é responsável pelo desenvolvimento da sociedade, mas também pela criação do darwinismo tecnológico, onde os mais aptos avançam com a internet e o resto é segregado da globalização. Ademais, idosos pertencem a um grupo vulnerável que sofre com as consequências da não inclusão digital, visto que a falta de conhecimento do mundo virtual promove o afastamento dos seus entes queridos e gera dificuldades em lidar com situações burocráticas que são resolvidas por sites, email e celulares. Desse modo, o impasse de pessoas mais velhas em lidar com o mundo digital pode prejudicar sua saúde mental, já que o idoso corre o risco de se sentir isolado e excluído.

Em uma análise mais aprofundada, é inegável que inserir a terceira idade na cultura digital tem grandes benefícios. Em suma, o uso de celulares pode auxiliar no desenvolvimento da memória, bem como a utilização de aplicativos de saúde ajudam a lembrar de tomar remédios e estimulam o sistema cognitivo por meio de jogos e desafios. Nesse sentido, é ideal que o Ministério da Educação (MEC) crie métodos para ensinar os idosos gratuitamente a utilizar a tecnologia, haja vista que essa atitude governamental ajuda esse grupo vulnerável a se inserir na internet e promove uma sociedade mais equitativa.

Torna-se evidente, portanto, que a temática sobre inclusão digital dos idosos exige soluções imediatas. Por isso, é dever do MEC, como principal responsável pela educação na sociedade, criar cursos dentro do próprio ensino, destinados à educação digital da terceira idade. Dessa maneira, a contratação de um profissional apto a ensinar e ajudar os idosos a lidar com a tecnologia contribui para não segregar esse núcleo social, mas incluir eles de maneira gradual no mundo globalizado. Somente assim, será possível tornar os desiguais em iguais como proposto por Aristóteles.