Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 22/07/2022
Embora a Lei 10.741/03 prevê o direito à educação aos idosos, percebe-se que não há o cumprimento dessa garantia, agravando a exclusão digital para as pessoas da terceira idade. Por consequência, surge o etarismo institucional que contribui no aumento de idosos fora do mercado de trabalho. Além disso, há o agravamento na saúde mental em decorrência do sentimento de exclusão social.
Etarismo é o preconceito às pessoas com idade avançada, tornando-se uma realidade no meios institucionais, sendo acentuado com o crescente uso da tecnologia como mecanismo de trabalho. Para as empresas, esses trabalhadores possuem dificuldade em utilizar as tecnologias, fato que ocasiona na contratação apenas de jovens, em vez de investir na capacitação e na inserção das ferramentas digitais aos mais experiente. Para ratificar essa realidade, de acordo o Censo, até o final de 2020 mais de 400 mil brasileiros acima de 50 anos ficaram desempregados, ocasionando consequências sociais e econômicas como, queda da renda e consumo, sobrecarga no sistema previdenciário e dependência do sistema de saúde pública.
Além disso, o desemprego agrava perturbações psicológicas, como ansiedade, angústia, depressão, estresse e insegurança ao futuro. Ademais, o abandonou digital de pessoas idosas leva a exclusão social, sendo esse cenário evidenciado com a pandemia da COVID-19, devido a necessidade de cadastros virtuais para a vacinação.
Portanto, é preciso que medidas sejam realizadas para reverter esse cenário. Logo, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação elabore programas sociais, promovendo a inclusão digital gratuita a todas as pessoas idosas, tendo como objetivo ensinar as funções básicas de computadores e smartphones, focando na utilização da internet como meio de acesso às informações, à comunicação e ao conhecimento de interesse.