Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 10/03/2020

O princípio da Isonomia, presente na Constituição Federal, em que “todos são iguais perante a lei”, representa um símbolo da democracia, pois indica um tratamento justo para todos os indivíduos. No entanto, ao analisar o cenário de inclusão dos idosos no ensino superior, nota-se que essa premissa não é vista na prática. Isso porquê os obstáculos enfrentados pelos mais velhos em busca de uma vaga nas faculdades é visível. Diante disso, é crucial analisar a necessidade de enquadrar os idosos nas universidades e a falha governamental como fatores imprescindíveis na discussão desse cenário.

A princípio, é possível perceber que há uma grande importância em inserir a camada mais velha da sociedade no ensino superior. De acordo com os dados apresentados pelo IBGE, existe uma expectativa de que, no ano de 2025, a população brasileira será composta por aproximadamente 32 milhões de idosos. Com base nisso, nota-se que a importância da inclusão dos idosos nas universidades transcende a ideia do social, uma vez que ao introduzir os grandevos no ensino superior fará com que os mesmos sejam inclusos ao mercado de trabalho. Com isso, ao englobar os mais velhos no mercado de trabalho encontra-se uma ampla oferta de mão de obra.

Outra questão, relevante nesse debate, é o papel do governo em garantir que esses cidadãos sejam inclusos de maneira igualitária aos outros indivíduos. A respeito disso, no artigo 25 do Estatuto do Idoso, apresenta-se como dever do Estado apoiar a criação de universidades abertas e preparadas para receber os idosos. Além do mais, é dever também do Estado, incentivar a publicação de livros e conteúdos produzidos pelos idosos. Entretanto, ao analisar a realidade vividas pelos idosos nos dias hodiernos, contata-se a ineficácia desse direito, uma vez que observa-se a falta de incentivo e propagação da educação na idade avançada. Como consequência, encontra-se uma sociedade empenhada ao ensino jovem e relaxada com a educação dos mais velhos.

Assim, conforme afirmou o filósofo Rene Descartes, não existem soluções fáceis para problemas difíceis. É fundamental, portanto, que o Estado, em parceria com com empresas privadas, busque abrir nas empresas uma porcentagem de vagas que serão ocupadas por idosos que obtiveram o ensino superior, com o intuito de incentiva-lós na busca por um curso nas universidades e por conseguinte, um aumento na diversidade da mão de obra brasileira. Ademais, ainda por ações governamentais, cabe ao Estado, em parceria com as mídias, disponibilizar comerciais e propagandas que incentivem a busca dos idosos por um curso superior e que os valorizem de maneira justa e igualitária a dedicação e esforço desses indivíduos, com o objetivo de inseri-los de maneira democrática nas universidades. Com a união desses fatores, espera-se alcançar o princípio da Isonomia proposto na Constituição.