Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 12/03/2020

Com diversas mudanças acontecendo no tempo para se aposentar e especulações sobre diminuição nas aposentadorias, os idosos começam a procurar meios para se estabilizarem financeiramente, um deles é a formação num curso superior, porém, existe um preconceito para com os mesmos por parte da geração mais jovem, além disso, o governo brasileiro pouco faz para garantir a formação plena desses cidadãos.

O preconceito está enraizado na sociedade brasileira desde o seu descobrimento, desde então, novas formas de preconceito vem surgindo com a modernização nas industrias. Nesse sentido, com o avanço da internet,  pessoas mais novas passaram a serem mais ágeis, requisitando mais velocidade nos processos. No entanto, as pessoas mais velhas não acompanharam essa mudança, sendo mais lentas nas adaptações tecnológicas, assim surgindo um preconceito entre os jovens e os idosos, tendo em vista que não têm serenidade e capacidade para ensinar o idoso.

De mesmo modo, as universidades também estão pouco preparadas para o recebimento desse público. A principio, os vestibulares são mal projetados para esses cidadãos em questão, pelo fato de serem muito extensas, por exemplo, levando em conta a baixa energia dos anciãos. Assim também, as estruturas pedagógicas das universidades públicas não possuem idosos em sua pauta, prejudicando o aprendizado dos mesmos, tendo em vista que dividem as salas de aula com pessoas de idade inferior, e a capacidade cognitiva na melhor idade já é um pouco mais lenta. As condições físicas das salas de aula, de mesma maneira, prejudicam seus estudos, considerando que são ambientes extremamente estressantes.

Então, torna-se evidente que o Ministério da Educação e o Estado são responsáveis por orientarem as bancas desenvolvedoras de vestibulares a dividirem as provas em mais dias, fornecerem verbas para o melhoramento das estruturas universitárias, orientarem as universidades a incluírem idosos nos planejamentos pedagógicos e conscientizarem os jovens que o público sênior deve ser tratado com mais respeito, só então o idoso conseguirá formação plena, livre de empecilhos. Com isso, o Brasil seria realmente a pátria educadora que diz ser.