Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 11/03/2020
A Quarta Fase da Transição Demográfica é o momento, no desenvolvimento de uma sociedade, caracterizado por uma redução nas taxas de natalidade e aumento da longevidade, com o crescimento do número de idosos na região estudada. Torna-se necessário, então, um maior direcionamento de investimentos em áreas como saúde e educação para tal faixa etária, a fim de suprir suas necessidades básicas. Entretanto, o acesso de idosos ao ensino superior ainda é um desafio na hodiernidade, causado por aspectos estruturais e sociais. Faz-se necessário, portanto, debater a questão, com o objetivo de atenuá-la.
Diante desse cenário, é importante ressaltar como a ausência de investimentos governamentais em locais direcionados ao ensino da terceira idade influencia negativamente na questão, visto que faltam materiais e profissionais qualificados nessas regiões, além de a estrutura ser muitas vezes precária e não possuir as adaptações necessárias, o que pode causar acidentes. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2016 o Brasil possuía a quinta maior população idosa do mundo, o que revela a necessidade de aumentar as verbas direcionadas ao setor, visto que o grupo amplia gradativamente sua participação no país.
Ainda convém lembrar o preconceito sofrido por idosos diante da ideia de cursar o ensino superior, difundido inclusive no próprio núcleo familiar. Devido à baixa discussão acerca do tema em escolas e pela mídia, este se tornou um tabu, o que impede muitas pessoas de retornar aos estudos, ignorando todos os aspectos positivos dessa prática, como o estímulo às atividades motoras e a socialização. De acordo com as ideias do filósofo alemão Arthur Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento acerca do mundo. Assim, a ausência de debates cria “muros”, dando espaço para a intolerância.
É perceptível, dessa maneira, que o acesso de idosos ao ensino superior ainda é uma problemática na atualidade, e, por isso, é imprescindível que o Governo busque diminuir o problema por meio do aumento nos investimentos, os quais seriam utilizados para adequar os locais à terceira idade, comprar materiais e contratar profissionais qualificados, a fim de estimular a sociedade a aderir tal modelo. Ademais, é necessário que as escolas visem reduzir a intolerância por meio de aulas direcionadas, em que profissionais qualificados evidenciem os benefícios na educação da população mais velha, com a finalidade de impedir que o assunto se torne um tabu. Dessa forma, será possível minimizar o contratempo, para que o país possa entrar na Quarta Fase da Transição Demográfica de forma positiva.