Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 11/03/2020
Através da implementação de políticas inclusivas nas universidades brasileiras, jovens de diferentes etnias e níveis sócio econômicos podem, hodiernamente, desfrutar do ensino em universidades. Conquanto, o aumento da população idosa brasileira traz a tona a problemática da inclusão desse grupo no ensino superior. Com isso, a remodelagem do plano político no que tange a inclusão de grupos minoritários em universidades é novamente colocada em pauta, e para sua resolução, cabe analisar os entraves vinculados a esse problema, bem como subterfúgios que os solucionem.
Em primeira análise, destaca-se o fato do Brasil ser um país em transição demográfica, tendo em um futuro não tão distante, boa parte de sua população idosa. Segundo uma estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de um quarto da população será idosa até 2060, tornando a terceira idade, um grupo de muita expressividade para a nação. Nessa perspectiva, torna-se imprescindível que possuam amplos acessos a uma educação de qualidade, para que possam contribuir com o avanço da nação.
Faz-se mister, ainda, salientar a omissão governamental frente aos amparos necessário a terceira idade em universidades como impulsionador do problema. Segundo o pastor protestante Martin Luther King, “A injustiça em um lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todo o lugar”. Nessa perspectiva, um governo que não elabore leis que tragam amparo a terceira idade, fará com que esse crescente grupo não tenha acesso pleno ao conteúdo disponibilizado nos centros de ensino, e por conseguinte, fará com que tenham grandes dificuldades de aprendizado ou até mesmo desistam frente a esses inúmeros obstáculos.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser exercidas a fim de que os entraves vinculados a essa problemática sejam solucionados. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, com o amparo do legislativo, elaborar leis que tragam mais facilidade ao acesso à universidade pela terceira idade, como o ajuste de materiais didáticos adequados a essa faixa etária, salas de aula específicas, acompanhamento pedagógico especializado em atender os idosos e também a obrigação de mudanças na infraestrutura das universidades para que possam atender um grande contingente de pessoas mais velhas. Ademais, cabe também ao MEC, implementar formas de pagamento especial aos idosos em universidades particulares, a fim de que torne-se mais atrativa essa decisão. Com essa medidas, espera-se obter uma melhora substancial para esse problema, e possibilitar uma maior inclusão da terceira idade no ensino superior.