Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 13/03/2020
No Brasil, até meados da década de 60, tínhamos regiões com índices de analfabetismo superior a 40%, como na região Norte-Nordeste. Na contemporaneidade esse índice teve um grande decréscimo, mas as pessoas dessa época ainda sofrem as consequências, como a dificuldade de ingresso em cursos de nível superior e caso entrem, lidar com o preconceito.
Inicialmente, é um grande desafio para esse grupo de pessoas conseguir correr atrás do tempo perdido e ter nível suficiente para concorrer na seleção de uma universidade, mas não é algo impossível, pois como dizia Walt Disney “Gosto do impossível porque lá a concorrência é menor”, porém é bem mais complicado para uma um idoso entender determinado conteúdo do que um jovem.
Outro desafio para o Idoso é o preconceito que os jovens de universidades tem com esse tipo de pessoa, pois se perguntam se ele realmente deveria estar ali, o que é um pensamento completamente retrógrado, pois como dizia o filósofo Paulo Freire “Não existe educação sem amor”. Também podemos citar a dificuldade de socialização do idoso por não conseguir conversar sobre os mesmos assuntos que os mais novos.
Destarte, para que os idosos tenham pleno acesso ao sistema educacional é necessário que o ministério da educação (MEC), criem uma cota mínima de vagas para pessoas com idade avançada, por meio de projetos de lei que garantam esse número de pelo menos um idoso por turma, de maneira a garantir o acesso desse grupo ao estudo.