Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 13/03/2020

De acordo com o escritor Pierre Bourdieu em sua obra “A miséria do mundo”, a coabitação - conjunto de vivência social - possui efeitos difíceis de tolerar. Nesse sentido, vê-se que a dificuldade para a inclusão do idoso no ensino superior, vai de encontro ao pensamento de Bourdieu, uma vez que torna-se intolerável a persistência da problemática. Assim,é mister uma análise acerca dos desafios que envolve o impasse.

A fortiori, impende destacar que a dificuldade na inserção de idosos em ambientes de ensino superior é fruto, sobretudo, da inabilidade Civil frente à questão. Sob esse viés, o termo “macrocosmo social” designa um conjunto global, no qual baseada nas relações entre seus elementos - indivíduos, Estado -, prepondere o bem comum. Entretanto, embora a existência de leis específicas que visem incluir pessoas com mais de 60 anos no meio estudantil, na prática, tal direito não é efetivado. Dessa maneira, é substancial a alteração desse quadro.

Outrossim, a não conscientização da sociedade está intimamente ligada ao problema. Nesse âmbito, segundo o sociólogo Patrick Champagne, os “mal-estares sociais” não tem uma experiência visível senão quando se fala deles na mídia. Com essa perspectiva,diante da insuficiente circulação de informação sobre a questão, a população - especialmente a fração de idosos - não tem, por vezes, motivação e conhecimento em assumir os seus devidos direitos.

Evidencia-se, portanto, que medidas devem ser tomadas. O Poder Público, uma vez que a lei já existe, deve criar um grupo de fiscalizadores, em que por meio de uma fiscalização dos processos seletivos das instituições de ensino, garanta a efetivação das normas jurídicas. Ademais, cabe ao Ministério da Educação realizar campanhas de incentivo, em que mediante propagandas na mídia televisiva, proporcione o conhecimento e motivação à classe idosa. Desse modo, os desafios serão superados e, o macrocosmo social será, então, uma realidade brasileira.