Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 14/03/2020

A taxa de mortalidade está diminuindo expressivamente durante as últimas décadas, segundo o IBGE. Entretanto, a população idosa não tem desfrutado de uma inclusão maior na sociedade, visto que as oportunidades são bem menores para essas pessoas. Todavia, é paradoxal que uma nação democrática queira elevar seu patamar civilizatório e pratique ideias anti-inclusivas.

De fato, não houve uma crescente participação dos idosos na sociedade brasileira. Segundo o chefe da seção de Programas Institucionais TRE-SP, menos da metade dos eleitores com mais de 65 anos aptos a votaram foram as urnas em 2018. Todavia, a problemática em volta desse fato é que os candidatos políticos reduzem sua atenção a esta parcela da nação, provocando um estreitamento de laços entre a terceira idade e instituições públicas, como as faculdades.

É notório que as oportunidades para os idosos são menores. Segundo o INEP, cerca de 2% do total de inscritos no Enem em 2019 tinham 60 anos ou mais. Acerca disso, o alto grau de escolaridade necessário para a realização desse exame é um fator de suma importância na ausência da terceira idade no ensino superior. Nesse sentindo, a falta de caminhos para o ensino básico destinado as pessoas com idades mais avançadas aumenta mais ainda a problemática que é ingressar em alguma faculdade, sendo ela da esfera pública ou privada.

Destarte, as pessoas mais idosas devem revindicar  seus direitos através das urnas, escolhendo governantes que melhor se adequam as necessidades da terceira idade. Dessa maneira, o Ministério da Educação deve liberar mais verbas destinadas ao ensino de idosos e juntamente com o INEP, deve promover cursos preparatórios para o Enem, bem como a divulgação de campanhas que mostrem a importância do ensino superior para idosos, pois, dessa maneira, a acessibilidade aos cursos do superior se tornará mais comum e mais presentes entre as pessoas com faixa etária acima de 60 anos de idade.