Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 15/03/2020
A animação adulta, norte-americana, “Rick e Morty” traz as aventuras de um homem, que já ultrapassou a meia-idade, com seu neto. Na trama, Rick é um estudioso que dedica seu tempo aos estudos científicos, ao lado do seu parceiro de aventuras: Morty. No Brasil, existe uma série de obstáculos que impede o ingresso dos idosos nos estudos do ensino superior, ferindo o direito à educação garantido pela Constituição Federal. Nesse ínterim, é importante destacar a falta de acessibilidade dos idosos no ambiente universitário, assim como a ineficiência do Estado na fiscalização do processo de inclusão dos cidadãos de terceira idade no ensino superior.
Em uma primeira análise, é importante ressaltar que a falta de acessibilidade das universidades, pensadas para um público jovem-adulto, fere o direito democrático de acesso à educação por parte do grupo idoso. Isso ocorre porque tanto os espaços universitários quanto as metodologias adotadas por cursos de ensino superior não são pensados para atender a demanda de idosos no Brasil. Uma vez que, esse grupo possui uma mobilidade e um grau de aprendizagem diferentes do que é oferecido pelas universidades. Diante disso, é cabível trazer o discurso de São Tomás de Aquino, no qual ele afirma que, em um organismo social, todos os indivíduos possuem a mesma relevância. Portanto, é necessário que as universidades brasileira se atenham em garantir a inclusão de todos em seus espaços, inclusive os idosos.
À luz do debate, é válido ressaltar que a falta de fiscalização, pelo Estado, da atuação das universidades no processo de inclusão de idosos obstaculiza o caráter democrático da educação. Isso ocorre porque, no contexto atual, a ausência da cobrança estatal, por intermédio de órgãos fiscalizadores, permite o bulamento da acessibilidade pelos cursos de ensino ensino superior do país. Nesse sentido, é cabível trazer o conceito de Estado pelo filósofo prussiano, Immanuel Kant, no qual ele atribui a responsabilidade de proteção social. Por isso, é indubitável a necessidade da atuação estatal para enfrentar os desafios para inclusão dos idosos no ensino superior.
Por fim, diante do exposto, é fato que a falta de acessibilidade para idosos nas universidades, assim como a ausência de fiscalização estatal, nesse contexto, constituem os principais desafios para a inclusão de cidadãos de terceira idade no ensino superior. Para reverter a situação, O Ministério da Educação, financiado pelo Governo Federal, deve promover uma mudança na logística e na metodologia das universidades do país, deixando os espaços do ensino superior mais acessíveis para idosos e preparando os profissionais de educação para lidar com esse grupo. Ademais, para garantir a atuação das universidades no processo de inclusão,o MP deve realizar fiscalizações periódicas nessas.