Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 16/03/2020
A terceira idade é vista como despesa para a previdência social e tratada com indiferença e preconceito pela sociedade. Resta ao idoso,muitas vezes, o isolamento, doenças emocionais como a depresão, além de outras. Empresas e poder público não agem efetivamente para minimizar esse quadro que tende a se agravar dado o aumento da população idosa previsto pelo IBGE.
O interesse por um projeto de vida pós-aposentadoria existe , porém precisa ser apoiado pelas empresas e poder público de onde não se tem dados sobre programas voltados para a melhoria da qualidade de vida dos que se aposentam, incluindo uma preparação que pode ser cursar uma graduação ou uma segunda graduação .
A oferta de cursos de graduação tradicionais envolve cursos de bacharelado longos - quatro a cinco anos - que são desestimulantes dado o desgaste físico e emocional associado ao ensino superior ,e isso é um fator de desestímulo ao candidato aliado a mecanismos de seleção tradicionais igualmente desgastantes dada a idade dos pretensos alunos.
Dessa forma , implementar programas de melhoria da qualidade de vida com dotação orçamentária prevista para dar orientação vocacional inclusive a quem se interessar pelo ensino superior é algo interessante que o poder público pode por em prática em todos os níveis. A empresa privada pode fazer o mesmo e utilizar o sistema S (SESI, SENAI ,SENAC , por exemplo) na oferta de cursos de graduação. Em todos os casos , um programa de bolsas de estudo faz-se necessário.
Assim , a oferta de cursos de graduação tecnológica - graduação curta e igualmente de nível superior de acordo com a legislação vigente - pode ser mais atraente por que além de ser mais rápida permite eventual mudança de curso com o mínimo de perda de tempo para o candidato. Tais cursos ofertados sempre na modalidade presencial onde se supõe que a assistência ao aluno é mais direta e de acordo com suas necessidades de aprendizado.