Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 25/03/2020
Com o advento da Terceira Revolução Industrial, o Taylorismo, modelo de organização fabril, surgiu como uma nova opção de sistematização dos forças produtivas industriais, tendo como uma das principais características a qualificação da mão de obra dos trabalhadores. Nesse contexto, essa aprimoração levou todos as pessoas a buscarem uma forma de qualificação, e essa realidade não foge da esfera social dos idosos, o que torna necessário discutir os desafios de inclusão dessa parcela da sociedade no ensino superior. Tais desafios se pautam na ausência de preparo profissional das universidades, assim como a falta de estruturas.
Em primeira instância, a falta de preparação dos profissionais que fazem parte das universidades perpetua a exclusão dos idoso no ensino superior.Nesse sentido, historicamente, nos tempos de grandes filósofos como Sócrates, os idosos eram vistos como uma figura onisciente e respeitável, todavia, o que se presencia hoje mostra total antítese com o que foi vívido na antiguidade, já que os mais velhos são assemelhados a figuras ultrapassadas que não merecem atenção. Consequentemente, o tratamento dos idosos no âmbito universitário é afetado, marcado pela falta de repeito e paciência, impedindo a sua inserção nesse meio.
Outrossim, somado ao supracitado, a falta de estruturas das faculdades brasileiras potencializam, ainda mais, a segregação educacional dos idosos. Nessa lógica, esse problema surge desde a deslocação do idoso até o ponto de ensino e da estruturação das salas em si, os quais, juntamente, por serem ineficientes, impedem o acesso à unidade de ensino e a acomodação dos mais velhos nas salas de aula, pois por possuírem idade avançada requer uma importância e cuidado maior. Sendo assim, o número de idosos no ensino superior vai diminuindo, que, segundo ao Inep, somente 7.813 idosos de 65 anos ou mais fazem parte das universidades, em 2017. Dessa maneira, enquanto essa for a realidade, a educação jamais será uma opção.
Nessa perspectiva, portanto, é mister que os desafios para a inclusão do idoso no ensino superior sejam obliterados. Para isso, cabe ao Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, junto ao Ministério da Educação, melhorar a forma de atendimento dos idosos nas universidades, por meio de palestras denominadas “Educação ao Idoso”, nas quais serão apresentados formas de como lidar com os idosos, garantindo a melhor recepção e tratamento, a fim de acabar com o desrespeito e promover a inclusão. Ademais, o Estado deve melhorar as formas de inclusão dos idosos nas universidades, por intermédio de um pacote de leis que irão viabilizar a melhoria dos transportes e das salas de aula para os idosos, a fim de garantir o conforto e o bem-estar desses.