Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 17/03/2020
A plena formação acadêmica dos idosos nas universidades e a assistência estatal, são direitos garantidos por lei de acordo com o Estatuto do Idoso de 2003. Porém, muitos são os desafios para a inclusão do idoso no ensino superior, vítimas de preconceito e do descaso do Estado com suas obrigações.
Primeiramente, a mentalidade retrógrada da sociedade é um entrave para a inclusão dos idosos, visto que são considerados inábeis para estudar, se formar e exercer uma futura profissão. Analogamente, esse preconceito confirma o conceito de violência simbólica do filósofo Pierre Bourdieu, que se refere aos comportamentos não necessariamente agressivos física ou verbalmente, que excluiriam moralmente grupos minoritários, como a população idosa.
Em outro plano, a falta de assistência do estado na criação de materiais adaptados para a natural redução da capacidade visual dos idosos, e na acessibilidade para as universidades, dificulta muito o ingresso nos cursos de nível superior. De acordo com a filósofa alemã Hannah Arendt, os ambientes e espaços públicos - incluindo as escolas e faculdades - têm que ser completamente inclusivas a todos do espectro social para exercer sua total funcionalidade e genuinidade.
Seria necessário, portanto, que o Ministério da Educação, junto às instituições de ensino, executem obras de acessibilidade associadas à produção de materiais de estudo adaptados para inclusão dos idosos nas universidades.Em adição, deve-se, também, produzir campanhas publicitárias, com uso de exemplos, em prol da conscientização da população sobre a importância da inclusão e do respeito aos idosos.