Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 17/03/2020
Émille Durkheim, sociólogo francês,afirmava que em uma solidariedade orgânica para haver harmônia,cada parte do corpo social teria que cumprir sua função,para que não ocorresse uma patologia social. Entretanto,percebe-se que essa tese não vem sendo cumprida, visto que existem desafios para incluir o idoso no meio acadêmico.Desse modo,essa problemática é potencializada,não só pelo ineficaz papel das políticas públicas,mas também pelas posturas discriminatórias.Sendo assim,torna-se evidente a necessidade de uma maior preocupação com esse impasse.
Em primeiro lugar,convém elucidar a inércia do Estado em relação á essa adversidade. Todavia, o envelhecimento populacional,atualmente,é um fenômeno universal. Dessa forma, torna-se necessário a criação de políticas que viabilizem não só que as pessoas vivam mais anos,mas que seja acrescido qualidade de vida e desenvolvimento dos aspectos biopsicossociais. Apesar de existir programas para incluir o idoso na universidade, esses ainda não são suficientes para garantir sua implementação em todas regiões brasileiras. Segundo o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2012 a 2017, a quantidade de idosos no país aumentou 18%, porém esse aumento não é visto dentro dos centros acadêmicos.
Outrossim,é necessário que o indivíduo contemporâneo repudie a intolerância feita com as pessoas da terceira idade.Sob essa análise, o sociólogo Gilberto Freire defende,na obra “Casa Grande e Senzala”, que durante a formação colonial,as diferenças eram vistas como repulsa.Ocorre que, comportamentos como esses ainda permanecem na sociedade brasileira,causando certa resistência na velhice a começar uma atividade.Nesse sentido, o preconceito também encontra-se até nos próprios idosos,quando possuem a ideia de que “velhinho” tem que ficar em casa.De acordo com essa característica social negativa a população idosa termina perdendo os importantes ganhos evolutivos.
Diante dos fatos supramencionados,verifica-se a necessidade de uma maior preocupação com essa faixa etária.Com isso, cabe ao Ministério de Educação juntamente com a mídia implementar e incentivar projetos de inclusão social dos idosos no contexto acadêmico por meio da criação de propagandas nos meios de comunicação que evidencie a real dimensão das universidades para a terceira idade e os benefícios.A fim de atingir e favorecer o desejável protagonismo do idoso. Além disso, cabe as ONG’s em parceria com as Instituições religiosas orientar e educar a sociedade, por intermédio da criação de projetos de caráter sociohumanitários, com ajuda de voluntários, com o intuito de otimizar os hábitos comportamentais. Assim, a partir de ações conjuntas, uma sociedade mais inclusiva e justa poderá ser vislumbrada.