Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 20/04/2020

A terceira idade é a fase das experiências amadurecidas, na qual todo o percurso de vida se faz presente em recordações de muitas histórias e de muitos sentimentos ― dores, alegrias, angústias, decepções e expectativas. Desse modo, os idosos veem na velhice uma plenitude para rebater os desafios, arriscar outras experiências que proporcionem mais significações a sua própria existência. Ao pensar sobre a vida dos idosos e sobre o tanto que ainda queremos aprender a respeito de seus anseios e de suas expectativas para a vida futura, nos propomos compreender casos poucos prováveis de idosos inseridos na educação superior, indagando sobre as motivações e as expectativas que os influenciaram a ingressarem no ensino superior, destacando os caminhos percorridos e os desafios superados em sua trajetória escolar, especificamente da educação básica à universidade. Ao observarmos a relação entre idosos e educação nos cursos oferecidos pelo Campus XII da Universidade do Estado da Bahia e em outras instituições de ensino superior, públicas e privadas, no município de Guanambi/BA, supomos que há pouca demanda de idosos no ensino superior. Isso pode decorrer da inexistência de uma política educacional específica para a terceira idade no Brasil.

De acordo com Peres (2010), a não contemplação, em leis como a LDB (BRASIL, 1996) e o Estatuto do Idoso (BRASIL, 2003), da educação como um problema social que afeta principalmente os idosos, assim como o descaso do Estado brasileiro no que se refere ao direito à educação, que é (ou deveria ser) universal e, portanto, não deveria excluir os sujeitos da terceira idade, de certa forma, pode dificultar o acesso deles ao ensino superior e a permanência deles neste. Concluindo, precisamos dar valor e o devido respeito aos idosos do nosso país e, não é porque são idosos, que são incapacitados de cursar um ensino superior.