Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 26/03/2020
A conjectura para os próximos anos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia, é sobre o aumento da população idosa, no Brasil. Dessa maneira, o ensino superior de idosos contribuiria em um cargo melhor, já que com a estimativa de vida maior, as pessoas tendem a trabalhar durante mais tempo. Entretanto, a questão dessa inclusão, no Brasil, apresenta barreiras para concretização, sendo fruto da inexistência de uma política educacional específica, que acaba prejudicando a ferramenta do Ensino à distância, e contribui para o baixo acesso desse grupo, na universidade.
Primordialmente, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para uma melhor inclusão do idoso no ensino superior. Essa congruência é representada pelas matrículas de graduação, que em 2019 chegaram à oito mil, e apesar do aumento quando comparada à anos anteriores, ainda se mostram baixo, já que 30 milhões ainda não tem formação nem no ensino fundamental, conforme a pesquisa sobre “O idoso na escola” fornecido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP). Instituído afim de criar educação em geral, este órgão ignora a criação de mecanismos que poderiam, possivelmente, ocasionar mudanças nesse quadro.
Ademais, é indiscutível ressaltar que a falta de implementações específicas também colaboram para a dificuldade de inclusão no ensino superior digital. Certamente, o EAD torna-se essencial para as pessoas, e para os idosos a oportunidade de novos conhecimentos e aprendizado sem precisar sair de casa, a conciliação de emprego e estudos, pode tornar-se impossível e exaustiva, onde ocorre o abandono, e a limitação física que pode impedir de realizar um sonho, ainda que muitos não irão ou não querem de fato exercer a profissão.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para facilitar a inclusão dos idosos no ensino superior. Assim, o INEP deve, por meio de um amplo debate com o Estado, lançar um plano nacional de implementação educacional, tanto presencial, quanto online, buscando entender as necessidades e limitações, tais como leituras adequadas à visão e compreensão desse grupo, a fim de fazer com que o um maior número de pessoas idosas possam desfrutar da oportunidade de conhecimento na inclusão ao ensino superior. A graduação para os eles vai muito além da qualidade de trabalho, é enfrentar barreiras, preconceitos, limitações e, apesar de todos obstáculos vencer.