Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 21/03/2020
Na série brasileira “Segunda Chamada”, é retratada as dificuldades dos estudantes mais velhos em terminar o ensino médio e almejar uma boa qualidade de vida e uma vaga universitária. Analogamente, fora da ficção, tem-se os desafios para inclusão do idoso no ensino superior como reflexo de um país não desenvolvido, isso ocorre , principalmente, devido ao preconceito social com esses indivíduos, bem como da falta de estrutura nas universidades para receber essa parcela da sociedade.
Diante desse quadro, tem- se o preconceito social como um dos fatores que impedem a inclusão do idoso nas universidades, uma vez que a população considera as pessoas mais velhas incapazes de passar no vestibular e atuar no mercado de trabalho por causa da sua idade. Essa questão pode ser comprovada por pesquisas realizadas pela Universidade Federal da Amazônia (UFAM), as quais afirmam que apenas 4% dos idosos universitários concluem a graduação. Desse modo, fica nítido o descaso social com essa parcela da sociedade, como o julgamento familiar e exclusão dos idosos de algumas atividades que desejariam, o que desperta impactos negativos, como o aparecimento de distúrbios psicológicos como depressão e bipolaridade.
Outrossim, a falta de estrutura nos centros universitários é umas das causas que colaboram para extensão da problemática, uma vez que o Estado não dispõe de artifícios capazes de incluir e confortar os mais velhos nas faculdades. isso se correlaciona com pesquisas realizadas pela Universidade Federal de São Paulo (USP), as quais afirmam que a maior parte dos idosos deixam de frequentar a universidade devido a falta de apoio para dar continuidade ao curso. Desse modo, fica nítido o descaso dos órgãos governamentais com esses indivíduos,já que não fomentam mecanismos, como grupos de apoio, aulas elementares e de reforço para possíveis dificuldades nas disciplinas e profissionais de saúde para assistência quando necessária, aptos a incluí-los e fornecer apoio pedagógico e emocional à classe mais velha e, por conseguinte, uma melhor qualidade de vida nos centros educacionais.
Portanto, para mitigar os desafios para inclusão dos idosos no ensino superior, é necessário que o Ministério da Educação elabore programas que incentivem os idosos a ingressarem nas universidades, bem como implementem projetos de amparo a esses indivíduos, por meio de verbas arrecadadas através de parcerias com instituições privadas, como bancos e multinacionais, com o fito de fornecer um ambiente agradável e acolhedor às pessoas mais velhas. Além disso, essa entidade deve promover campanhas que abordem a importância da independência do idoso nas suas escolhas cotidianas, que serão transmitidas nas redes sociais, como Twitter e Instagram, com a finalidade de sensibilizar a população sobre a temática. Somente assim, a realidade distanciar-se-á da retratada na série brasileira.