Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 28/03/2020
Hodiernamente, o número de idosos que estão inclusos no ensino superior ainda é extremamente baixo se comparado aos jovens. Inquestionavelmente, isso ocorre graças aos vários obstáculos encontrados por os mesmos ao tentar ingressar em universidades.
Contratempos encontrados ao longo da juventude de alguns indivíduos fazem com que os mesmos só possam procurar formação acadêmica após se aposentarem. Ou seja, quando já estão na terceira idade.
De acordo com o Censo de Educação Superior de 2017, mais de 25 mil pessoas acima de 60 anos fazem algum tipo de faculdade ou curso profissionalizante. No entanto, apesar da dificuldade de ingresso, existem adversidades no dia a dia relacionadas às novas experiências a serem vividas, tal como a dificuldade em absorver assuntos dados em sala.
Essa situação, na maioria das vezes, acontece porque os educadores não são capacitados para lecionar nesse cenário. Contudo, tal situação deve ser revertida, tendo em vista que em poucos anos o Brasil se tornará um “país de idosos”, segundo o IBGE, resultando cada vez mais em procura por vagas universitárias e especializações.
Conforme o artigo 25 do Estatuto do Idoso, o estado tem o dever de incentivar a criação de materiais adaptados e a abertura de universidades públicas. Não só isso, mas também com a finalidade de facilitar a admissão dos mais velhos nesse meio, o PROUNI e a Lei de Cotas deveriam ceder de 5% a 10% de suas vagas não preenchidas para os mesmos.