Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 23/03/2020
A sociedade confere aos jovens a responsabilidade pelo trabalho. Nessa perspectiva, existe sempre a preparação para uma fase inativa, em que aqueles que contribuiram no passado serão substituidos pela nova geração. Esse movimento, vivido por todos os povos e descrito nas literaturas, nem sempre é mitigado por uma visão humana da velhice, o que favorece à exclusão idosa dos espaços considerados de participação predominantemente jovem, em especial o ensino superior.
É notório que os rótulos, vistos como categorização fechada, limitam a expressão das potencialidades. O rei Salomão lembra aos jovens que existe um tempo, a velhice, em que não há mais prazer em algumas atividades. Todavia, como homem maduro, ocupava o lugar do conselheiro e instrutor, ou seja, entendia o seu lugar naquela sociedade. Dessa maneira, a velhice deve ser considerada uma fase especifica à participação do idoso e não de isolamento, sua contribuição deve ser sempre solicitada em todos os espaços, principalmente nos lugares de formação.
Além disso, é preciso considerar tambem que a categorizaçao atinge idosos e jovens. Nos jovens, essa ideia contribui para que racionalmente ou de maneira inconciente, eles não vejam nos idosos potencial para seu desenvolvimento e formação. Com essa convicção, desconsideram a experiencia do idoso, considerada como uma das formas de deixar a sua marca na nova geração. Nesse caso, a exclusão se dá de maneira passível.
Portanto, a classificação das etapas da vida sem mitigação é sempre castradora. sendo assim, é preciso, uma vez necessário a categorização, que essa seja feita de maneira humana por todos, desde os responsáveis pela veiculação da informação nos meios de comunicação , até os propagadores no nível da comunidade. Isto efetivado, os idosos encontrarão seu lugar privilegiado na sociedade, inclusive no ensino superior.