Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 23/03/2020

Na Grécia Antiga, a criação da Academia de Platão marca um avanço do pensamento racional e o primeiro modelo de universidade. Hoje, o acesso à educação não é restrito como no período citado, porém, enfrenta a problemática da inclusão do idoso. Nessa conjectura, uma formação que desvaloriza o conhecimento e, também , o sentimento de não pertencimento no ambiente universitário corroboram com a exclusão.

Convém destacar, a priori, que a formação básica de muitos idosos é voltada para a descredibilização da educação. Isso porque muitos viveram em períodos de caos social, onde o trabalho e a produção assumiram valor maior do que a informação. Um bom exemplo é apresentado na obra “Farenheit 451”, de Ray Bradbury, demonstrando que em tempos de caos, como guerras ou ditaduras, o conhecimento logo é descredibilizado. Dessa forma, ocorre a formação de uma geração despercebida da necessidade de informação e formação acadêmica completa.

Ademais, a inclusão é dificultada pelo sentimento de não-pertencimento dentro do espaço universitário. Isso ocorre pela impressão de jovialidade da faculdade, sendo um ambiente moldado para jovens e excluindo a participação e presença de idosos. Uma analogia pode ser feita com a saga “Percy Jackson”, em que as dificuldades de adaptação do protagonista ao seu treinamento decorrem do despreparo do acampamento em recebê-lo. Dessa forma, é notável a necessidade de um ambiente adequado e acolhedor para que todos tenham sucesso.

Diante dos fatos apresentados, é ideal uma parceria entre programas de televisão, rádio e diretórios acadêmicos para realização de publicidades que incentivem a presença sênior nas faculdades, através de depoimentos de especialistas que demonstrem a importância do ensino superior para a formação e exposição dos benefícios para a terceira idade, com o objetivo de atraí-los para o ensino superior. Além disso, é necessária uma ação entre as coordenações das Universidades Públicas, o Ministério da Educação e o FUNDEB para realização de modificações físicas e funcionais nos prédios universitários para torná-los mais acessíveis, por meio da adaptação de móveis e ambientes com corrimões e menos escadas, inclusão de idosos em publicidades sobre os cursos e rodas de conversa que destaquem a participação de todos na universidade, visando tornar o ambiente mais acolhedor e moldado para todas as idades.