Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 25/03/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal do Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social.No entanto, há desafios no que tange a inclusão do idoso no ensino superior, impossibilitando que o mesmo desfrute desse direito universal na prática.Nesse contexto, não há dúvidas de que a inclusão de idosos no ensino superior é um problema no mundo atual, o qual ocorre, infelizmente, devido não só ao fato da falta de políticas que incentivem esta inclusão, mas também da maioria dos idosos não terem ensino médio completo.

A educação é um dos fatores principais no desenvolvimento de um país.Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE),o grupo de idosos de 60 anos ou mais será maior que o grupo de crianças com até 14 anos já em 2030 e, em 2055, a participação de idosos na população total será maior que a de crianças e jovens com até 29 anos.Dessa forma, pode-se dizer que a parcela economicamente ativa da população será menor que a parcela dependente, gerando assim, muitas vagas de empregos para poucas pessoas especializadas.Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover leis e políticas públicas para a resolução desta problemática.

Faz-se mister,ainda, salientar a educação básica como impulsionador do problema.Segundo o filósofo iluminista Voltaire,educar mal um homem é dissipar capitais e preparar dores e perdas à sociedade.Sendo assim, quando o Estado não prepara o jovem que irá se tornar idoso ,corretamente, o mercado de trabalho ficará saturado, comprovando a afirmação de Voltaire.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor.Para resolução de tal problemática,o Ministério da Educação junto a Secretária da Educação deverão promover políticas públicas para a inserção dos idosos no ensino superior bem como melhorar a educação básica oferecida com a criação e melhorias de leis, e oferecimento de palestras e cursos profissionalizantes para que assim, os idosos que querem se especializar na área do curso escolhido se tornem economicamente ativos.