Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 25/03/2020

De acordo com o IBGE, em 2060, mais de um quarto da população será constituída de idosos, ou seja, mais que quatro vezes o valor atual. Contudo, nem todos os idosos recebem sua renda por meio da aposentadoria e pensões, tendo a necessidade de adentrar no âmbito laboral para garanti-la. Portando, para ter um bom curriculum, vê-se preciso ingressar em cursos superiores, no intuito de obter melhores qualificações. Contudo, ainda há entraves para a inclusão dos idoso no ensino superior, uma vez que as faculdades não então preparadas para eles e, dessa forma, não estarão aptos ao mercado.

Em primeiro lugar, vale salientar o descuido do Governo com o ensino para os idosos, o que torna as universidades despreparadas para recebê-los. Já que, após a revolução industrial, a partir do século dezoito, houve uma crescente desvalorização dos idosos, devido ao fato de serem considerados mais lentos e sem o conhecimento para trabalhar com as novas tecnologias. Assim, é evidente o despreparo das escolas superiores para com as pessoas da terceira idade, pois a sociedade atual também desvaloriza tal grupo etário, claramente demonstrado no filme ‘‘os estagiários’’, no qual dois quarentões procuram empregos e são constantemente considerados inferiores aos jovens.

Dessa forma, com a falta do ensino, essa parte da população encontra-se despreparada para o mercado de trabalho, cada vez mais exigente e, assim, contribui para a taxa de desemprego no país. Segundo dados do IBGE, atualmente, há cerca de quinhentos mil brasileiros desempregados, com idades a partir de vinte e um anos. Portanto, isso comprova o despreparo dos cidadão para adentar no âmbito laboral e seu agravamento, uma vez que a população idosa irá crescer alarmantemente no país e  estes, despreparados, apenas serão desempregados.

Portanto, diante de tal contexto, urge a adaptação do ensino superior para aderir aos cidadão da terceira idade. Sendo assim, é preciso que o Governo, em conjunto com as universidades, adapte o ensino para receber tal população. Isso deve ser feito com a ajuda e adaptação do ensino a distância (EAD), que possibilita maiores acessibilidades para toda a população e maior facilidade de aprendizagem. Nesse viés, possibilitará o ensino a se adequar ao cotidiano dessas pessoas, possibilitando o aumento dos idoso nos cursos superiores e, assim, permitindo que eles tenham melhores qualificações para o mercado.