Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 27/03/2020

Consoante a Revolução Industrial brasileira, a partir do século XX, ocorreu o aumento da expectativa de vida do segmento social atual, devido a evolução de técnicas científicas na saúde. Nesse sentido, tendo em vista a tendência populacional majoritariamente idosa no Brasil, é preciso criar medidas para a inclusão desses cidadãos ao ensino superior. Diante disso, deve-se analisar a falta de projetos sociais para ofertar cursos de graduações a esses indivíduos e a ausência de políticas governamentais no intuito de fiscalizar as Instituições educacionais sobre o dever de criar vagas e ambientes personalizados a favor das pessoas acima de 60 anos.

Em primeiro lugar, a falta de projetos sociais para ofertar vagas em cursos de graduações é um problema. Isso porque, em consonância com o site G1, a idade média de vida da população brasileira é de aproximadamente 80 anos. Com base nesse dado, atualmente, os idosos têm buscado a especialização, por intermédio das universidades públicas e privadas para obter conhecimento e uma carreira extra. Contudo, o grupo populacional das periferias são excluídos do acesso a educação superior, pois geralmente esses indivíduos não possuem condições financeiras para conquistar esse espaço. Logo, é preciso a criação de ONGs que ofereça as pessoas marginalizadas bolsas de graduações e cursos de pré vestibulares no intuito de encaminha-los as Universidades Federias do Brasil.

Em segundo lugar, nota-se, ainda, que a ausência de políticas governamentais no intuito de fiscalizar as instituições superiores sobre o dever de criar vagas e ambientes personalizados a favor das pessoas acima dos 60 anos de idade também é uma problemática recorrente. Isso porque, embora o decreto da lei que assegura a inclusão do idoso na universidade, ainda é um impasse na prática, ou seja, o preconceito, a condição financeira, a falta de infraestrutura nas salas de aulas são algumas barreiras que impede o funcionamento dessa legislação. Por isso, em conformidade com a Constituição de 1988, a educação é direito de todos e dever do Estado, é importante empregar sistema de monitoramento a essas instituições para a efetividade da inclusão do idoso no ensino superior.

Por fim, após os argumentos citados, é necessário medidas para resolver esse problema. As Universidades devem fazer parcerias com ONGs para criarem ambientes de estudos nas áreas periféricas, por meio do apoio de professores que mobilizam-se aos serviços comunitários, pois com essa ação é possível preparar os idosos a prestarem vestibulares, a fim de garantir a inclusão na graduação. Essa medida poderá ser melhor executada, com o apoio do Estado em fiscalizar as Faculdades  a respeito da infraestrutura adequada e as ofertas de vagas destinadas a esse grupo.