Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 30/03/2020

Em épocas passadas, no Brasil, por exemplo, a população era muito dividida em relação às formações acadêmicas, pois na maioria das vezes, apenas as pessoas de famílias com maior poder aquisitivo poderiam evoluir sua carreira estudantil; onde as pessoas e famílias com menor poder aquisitivo, seriam obrigadas a trabalharem para garantir seu sustento.

Porém, está história ficou no passado; nos dias de hoje, boa parte dos idosos procuram finalizar suas carreiras acadêmicas como forma de concluir algo que foi iniciado no passado, porém não concluído por conta de poucas oportunidades. Atualmente, as universidade e faculdades estão oferecendo bolsas estudantis para pessoas da terceira idade como forma de incentivar o estudo dos mesmos; e isso tem dado certo, a percentagem de matriculados em relação ao passado aumentou drasticamente.

De acordo com o Censo-2016 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), das mais de 8 milhões de pessoas matriculadas em cursos de graduação, presenciais e a distância, cerca de 24 mil têm idade superior ou igual a 60 anos.

Aos poucos o números de idosos nas instituições de ensino superior irá aumentar gradativamente, pois de acordo com a ONU, na próxima década, projeta-se que o número de pessoas com 60 anos ou mais no mundo cresça 46%. Com isso, os idosos também iram sofrer consequências, porque os jovens terão mais direitos de entrada em universidades do que os idosos. E ocorrerá o mesmo no mercado de trabalho.

Na minha opinião, as autoridades governamentais, deveriam propor projetos que adaptassem as instituições de ensino, ao padrão das pessoas idosas, como projetos educacionais voltados aos mesmos, bolsas educacionais mais acessíveis, porém pelo lado negativo, impor um limite de matrículas, pois deve ter um espaço maior para as pessoas mais jovens.