Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 29/03/2020

Observamos no Brasil, atualmente, um envelhecimento da população. Isto se deve principalmente à explosão demográfica experimentada no país durante os anos 60 e 70. Hoje nós temos os resultados que os bebês nascidos naquelas épocas entram em sua fase final da vida. Com a chegada dessa fase, muitos dos idosos encaram uma mudança drástica em sua rotina. Terminam seus esforços no trabalho e descansam, aguardando o inevitável de modo pacífico? Alguns acreditam que uma ideia melhor seria ocupar seu tempo com atividades cognitivas. Seja por meio da leitura de livros ou até mesmo reingressando em uma unidade de ensino superior.

Um dos problemas que poderiam encontrar seria que haveria muita competição com a população mais jovem, ansiosa para ingressar na vida profissional e muito dedicada para fazer isso. Outro é a falta de preparo para entrar em uma universidade. Somando aos problemas de memória que podem surgir nessa fase com a extrema concorrência e a mudança drástica do foco de ensino de uma pessoa, pode se tornar difícil um idoso ingressar em uma universidade.

Uma resposta para esse problema seria a criação de aulas especiais para essa população. Sem competição com a população mais jovem, ao mesmo tempo que sem tomar o lugar destes no mesmo curso. Outro seria a criação de cotas especiais nas universidades para essa parcela. Porém essa resposta criaria mais uma dificuldade ao tirar na prática alguma prática de um aluno mais jovem, ao passo que seria mais barato, sendo que não haveria necessidade de criação de novos postos de ensino.