Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 31/03/2020

Do Romantismo nacionalista de José de Alencar ao Modernismo explícito de Jorge Amado, vê-se a literatura a serviço das causas sociais. Realmente, escritores como esses retrataram como a sociedade pode ser uma barra de ferro que aprisiona o indivíduo. Nesse viés, tal problemática é representada atualmente, na medida em que os desafios para a inclusão do idoso no ensino superior são óticas efetivas para a população. Assim, é pertinente retratar a despreocupação do Estado com essa inserção e a marginalização desse grupo no Brasil.

Em primeiro plano, é importante evidenciar a passividade do governo com a inclusão dos mais velhos em graduações. Análogo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a sociedade é marcada pelas instabilidades das relações políticas com os meios sociais. Por certo, essa teoria é comprovada, na maneira em que os políticos negam a criação de verbas para as construções de universidades preparadas para receberem idosos, não elaboram políticas públicas de inclusão de mais velhos em graduações e apenas estimulam, em peso, a entrada de jovens nesses meios. Sendo assim, é exposto um modo primitivo de tratamento educacional.

Em segundo plano, o isolamento das esferas sociais, econômicas e políticas dos mais velhos são estimulados. Mergulhando nessa ideia, o filósofo francês René Descartes revela que a alienação da sociedade frente ideais irracionais ocasiona problemas estruturais para um grupo. De fato, tais conceitos são expostos no Brasil com o desemprego entre os idosos devido a exigência de cursos superiores, a quebra da oportunidade de pessoas com mais idade de garantirem novos conhecimentos e a perpetuação em tratamentos educacionais injustos para esse grupo. Dessa forma, as desigualdades sociais são apoiadas.

Tendo em vista a problemática debatida, fica evidente que medidas devem ser tomadas. Logo, cabe Ministério da Educação -principal responsável pelo ensino no país-, por meio de parcerias com ONGs de cuidado ao mais velho, desenvolver políticas públicas inclusivas de idosos nas universidades, por via de campanhas incentivadoras nas mídias brasileiras e construções de áreas devidas para recebê-los, com o objetivo de aumentar a presença de mais velhos nesse meio e diminuir desigualdades, a fim de uma sociedade mais justa. Com essas ações, o aprisionamento do brasileiro em barras de ferro poderá ser revertido.