Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 04/04/2020

A expectativa de vida no Brasil colonial era ,em média, 33 anos. Hoje, a partir dos avanços na medicina e na qualidade de vida, observa-se um aumento de idosos na população. A partir dessa nova perspectiva de vida, tem-se observado o aumento de idosos que buscam a educação básica e superior, apresentando novos desafios para a inclusão efetiva destes grupos.

Os padrões sociais que constroem a relação faixa-etária, capacidade mental e tempo deve ser superado. A busca pela educação na terceira idade também pode ser relacionada como um meio de realização profissional. Entretanto, em um contexto competitivo em que os indivíduos se especializam cada vez mais cedo, esta ideia pode gerar um desestímulo e  representar uma barreira que impede o sentimento de pertencimento ao meio universitário, pela grande parte dos idosos.

Além da ocupação do espaço físico e mental, é necessário a criação de medidas que viabilizem o ensino deste grupo. O reconhecimento de necessidades é essencial para que a educação ocorra de forma significativa e com equidade. Por exemplo, a utilização de ferramentas digitais pode ser um desafio para a maioria dos alunos da terceira idade, principalmente no ensino à distância, que grande dos processos ocorre via internet. Assim, as instituições de ensino devem aumentar a facilidade ao acesso para que a real inclusão ocorra.

Portanto, é imprescindível solucionar estas questões para haja um maior acesso a educação para os idosos. É preciso que o ministério da educação crie leis que insiram disciplinas obrigatórias no currículo, que possibilitem a inserção dos idosos ao meio digital. Ademais, ONGS e Veículos midiáticos (como jornal, rádio e TV) devem produzir conteúdos e campanhas que mostrem as possibilidades e novas perspectivas nesta fase de vida com objetivo de gerar a reflexão e a desconstrução da educação segregativa pela faixa-etária. A aplicação destas propostas podem amenizar a exclusão na educação Brasileira.