Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 04/04/2020

Atualmente, muitos países desenvolvidos caminham para última fase da transição demográfica. Este é o caso do Brasil, que em algumas década entrará nessa etapa de um amplo número de idosos. Com isso, é crucial que que essa faixa etária tenha incentivo da sociedade para sua participação ativa com o objetivo de que não haja sua exclusão de ambientes como o universitário.

Em princípio, vale compreender o desincentivo da sociedade como fator preponderante para a exclusão do idoso das universidades. Ainda na esfera familiar, a terceira idade é impossibilitada de exercer um papel social, é questionado acerca da sua vontade de continuar os estudos. Para além da família, quando esse grupo conquista a vaga em algum curso superior, se depara com um ambiente jovem, que não o acolhe.

Nesse contexto, o idoso acaba por se sentir excluído socialmente. Por ser impedido de ser parte da sociedade, a terceira idade muitas vezes acaba se sentindo deprimida, como se fosse um fardo para a sociedade. Dessa forma, o ambiente acadêmico, que produz conhecimento, acaba perdendo um ponto de vista que poderia produzir conhecimento a partir de outro prisma, adaptado às necessidades desse extrato da sociedade.

Logo, medidas devem ser tomadas para incluir o idoso no ensino superior. Dessa forma, o MEC deve se responsabilizar por ampliar esse contato a partir de ações dentro fora das universidades. Assim podem ser ampliadas as extensões que tenham como público alvo a terceira idade, para que estes possam se sentir próximos da universidade. Dessa forma, pode-se mitigar os efeitos da exclusão do idoso na sociedade, de forma que este se sinta como parte cidadã ativa e não mais um fardo para a comunidade.