Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 05/04/2020

Na obra “Utopia”, do filósofo inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, onde o corpo social é livre de conflitos e problemas. Hodiernamente, no contexto brasileiro, a baixa inclusão do idoso no ensino superior afasta a sociedade da descrita pelo filósofo. Desse modo, cabe-se obter meios para mitigar essa problemática, causada não só pela falta de acessibilidade, como também pelo ageísmo.

A priori, há um despreparo nas instituições de ensino superior no que tange a acessibilidade dos idosos. Nessa conjuntura, é evidente relatar que com a terceira idade aumenta-se a tendência no desenvolvimento de problemas visuais, os quais já acometem 42 milhões de brasileiros, segundo o jornal Ibía. Dado o exposto, é extremamente necessária a adoção de medidas que assegurem que os idosos tenham uma boa acessibilidade nas universidades.

A posteriori, o preconceito contra os idosos, denominado ageísmo, apresenta-se como um  desafio na ingressão destes em faculdades. Diante disso, cabe-se ressaltar o posicionamento da OMS( Organização Mundial de Saúde) , a qual diz que o ageísmo é o tipo de preconceito mais “normalizado” do mundo. Notoriamente, isso acarreta numa invisibilidade da problemática, onde os idosos deixam de ingressar no ensino superior e nada é feito para inverter a situação.

Nesse sentido, é necessário obter subterfúgios a fim de solucionar essa inercial situação. Portanto, o Ministério da Educação deve aumentar a acessibilidade dos idosos nas universidades públicas, com a adoção de investimentos destinados a implementação  de recursos especiais para esses, como medidas que incluam deficientes visuais nas aulas, com a finalidade de que a terceira idade se inclua nas instituições de ensino superior. Ademais, o governo deve promover critérios de acessibilidade para faculdades privadas, a fim de que os idosos também se incluam nelas. O cuidado com essa geração reflete sucesso nas próximas.