Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 09/04/2020
No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, a melhoria das condições sanitárias e das tecnologias médicas promoveram aumento da expectativa de vida da população. Em consequência, há mais pessoas idosas vivendo hoje do que há décadas atrás e, para lhes assegurar direitos, a legislação brasileira tem sido reformulada. Entretanto, muitos não gozam dos benefícios previstos em lei, como por exemplo, frequentar um curso de nível superior, por desconhecimento ou por se sentirem inválidos perante a sociedade.
O direito de acesso a cursos de extensão ou ao ensino superior concedidos à pessoa idosa não é amplamente divulgado, conforme revela a Ordem dos Advogados Brasil. Cabe destacar que, se as redes sociais fossem utilizadas com maior frequência pelo Ministério Público ou da Educação para divulgar tal benefício, o alcance social seria maior. Porém, o assunto, na maioria das vezes, é abordado em plataformas digitais pouco familiares à faixa etária acima dos sessenta anos o que faz com que poucos o conheçam.
Indivíduos com mais de sessenta anos podem contribuir com a sociedade em diversas áreas do saber por terem conhecimentos e experiências adquiridos ao longo da vida. Entretanto, o culto à beleza jovial e ao efêmero, bastante difundido na atualidade, imprimem em muitos um sentimento de menos valia em relação aos demais. Essa inferioridade pode ser causa de depressão, algo bastante comum entre idosos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.
Diante do exposto, o Ministério Público deve utilizar as redes sociais para divulgar que idosos têm direito de frequentar cursos de ensino superior. Essa medida tem por finalidade levar a informação ao maior número possível de pessoas. Além disto, os Centros de Convivência devem formar grupos de apoio psicológico para encorajar os que se sentem desvalorizados a buscar inclusão na sociedade, principalmente nos centros universitários.