Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 11/04/2020

Segundo o Censo do Ministério da Educação de 2018, nos últimos cinco anos, a inclusão de pessoas acima do 60 anos cresceram em mais de 50% no ensino superior. Conclui-se a partir disso que a busca por faculdades tornou-se acessível aos idosos, visto que o aumento da expectativa de vida tem proporcionado uma plena capacidade intelectual e grande potencial para realizar suas satisfações pessoais. Entretanto, há diversos desafios no Brasil, uma vez que não há instituições próprias para a terceira idade e sofrem com a invisibilidade social.

Nota-se que na medida em que o tempo passa, diversas coisas aprimoram-se, tal como a educação. Dessa forma, a partir da Era Tecnológica, mudou-se a forma de ensinar e os conteúdos abordados, tal como o surgimento de laboratórios de informática e as modalidades à distância, entretanto, vale salientar que os idosos proveem de um ensino escasso de tecnologia, portanto, não há um conhecimento detalhado dessa ferramenta. Contudo, parte das faculdades são voltadas para os jovens e não estão totalmente preparadas para atender essa parcela da população, visto que o método didático depende do meio digital ou abordam em seus cursos conteúdos inovadores de ultima geração, que dependem de uma boa base educacional.

Concomitantemente a isso, ressalta-se o entrave da invisibilidade social.  Sabe-se, que as relações entre indivíduos da sociedade brasileira, advém de uma estratificação imposta no processo de colonização do Brasil e atualmente se configura nos diversos estratos, tal como a terceira idade. Desse modo, os idosos são tratados com extrema diferença nos seus próprios lares, ruas e principalmente na esfera educacional, dado que em muito dos casos, são considerados como sujeitos não ativos e nem como cidadão, sendo imperceptíveis. Portanto, ao adentrarem no ensino superior, sofrem com o fenômeno da exclusão e do julgamento de incapacidade, principalmente, no que tange as salas de aula que em sua normalidade apresentam grupos formados e dificultam a inclusão de outras pessoas.

Dessarte, fica evidente que é necessário mudanças. Logo, cabe ao Ministério da Educação, promover programas de incentivo acerca da universalização efetiva do ensino superior aos idosos, tal como mudanças estruturais e didáticas, de modo que facilitem o aprendizado e a comunicação entre partes do corpo docente, bem como discente, com o objetivo de diminuir o distanciamento cognitivo e interpessoal. Outrossim, cabe as instituições criar cursos extracurriculares de aprendizado digital para a terceira idade, ensinando-a como utilizar as plataformas online, fazer trabalho por meio dos laboratórios e a funcionalidade de ferramentas específicas, com o intuito de promover a inclusão digital no âmbito educacional. Assim, será possível inclui-los nas faculdades e encurtar as disparidades.