Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 11/04/2020
Na Grécia Antiga a idade avançada estrava intrinsecamente ligada a sabedoria portada pelo indivíduo. Contudo, na atual perspectiva brasileira a sabedoria não esta mais atrelada ao quesito idade, mas sim a base educacional possuída pelo indivíduo. Portanto, essa inversão de conceitos advinda com o passar dos séculos, afastou progressivamente os mais velhos do sistema educacional. Esse problema continua se perpetuando devido ao preconceito social e a falta de incentivos governamentais.
Mormente, cabe destacar que a sociedade através do preconceito perpetua o afastamento dos idosos ao ensino superior. Nesse viés, segundo o físico Albert Ainstein é mais fácil desintegrar um átomo, do que combater o preconceito enraizado. Destarte, fica claro que a rigidez social prejudica o egresso de idosos no sistema educacional. Pois, os velhos rótulos aplicados as pessoas mais velhas, impõem o cumprimento de comportamentos que na sociedade atual devem ser superados.
Em segundo plano, a dificuldade de egresso em universidades ao grupo idoso decorrer da ausência de incentivos governamentais. Segundo o filósofo iluminista Emmanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Assim, quando o Governo se omite ao ofertar bolsas de estudo ou incentivos aos idosos, esta impedindo a formação educacional dos indivíduos. O que causa sérios danos na esfera do conhecimento e produtividade dos idosos.
Portanto, urge, que medidas sejam tomadas para enfrentar os desafios da inclusão do idoso no ensino superior. O Ministério da Educação deve por meio de projeto de lei, entregue a câmera dos deputados, propor a criação de cotas especiais no SISU e no PROUNI destinadas a idosos com mais de 60 anos. Tal projeto visa facilitar o egresso dos idosos nas universidades públicas e privadas, para que a idade não seja barreira limitante ao aprendizado. Dessa forma, cada vez mais idosos terão acesso ao ensino no Brasil.