Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 14/04/2020
Existem muitos desafios para a inclusão de pessoas idosas no ensino superior. Desde as técnicas de ensino, muitas vezes utilizando tecnologias que não são familiares para a terceira idade, como até mesmo as relações pedagógicas que muitas vezes são voltadas para os recém chegados na vida adulta. Contudo, uma vez compreendidos os obstáculos para o acesso de idosos ao ensino universitário, é de vital importância a sua inclusão.
De uma maneira geral, o acesso ao terceiro grau se tornou mais comum a partir dos anos 90, com a abertura de muitas instituições de ensino. Entretanto, esse modelo padrão de faculdade é adequada para jovens universitários, visto que a maioria não apresenta cursos voltados para os mais idosos, nem mesmo uma visão de ensino voltada para eles. É necessário entender que o objetivo de uma pessoa que já terminou seu ciclo de trabalho é diferente daquele que está iniciando uma carreira profissional.
Outro aspecto importante é a crescente expectativa de vida aliada aos avanços na área da saúde, levando às pessoas viverem por mais tempo e com melhor qualidade. Dados do IBGE mostram que, na próxima década, a quantidade de pessoas idosas ultrapassará o número de jovens no Brasil. Isso leva a um cenário de maior número de pessoas mais velhas querendo estudar, seja para apenas aprender coisas novas, ou de ter a oportunidade de se formar, pois não a teve em sua juventude.
Tendo em vista o exposto acima, é de suma importância que as faculdades se adaptem ao novo cenário da população idosa. Cursos mais voltados a experiências de vida, ao invés da tradicional preparação para o mercado de trabalho, além de professores especializados com o ensino na terceira idade, farão com que mais idosos sejam incluídos no acesso ao ensino superior. Afinal, a partir dos 60 anos as pessoas entram na famosa “melhor idade”, combinando tempo e disposição para aprender coisas novas. Como já dizia o poeta, “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.