Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 14/04/2020
Conforme a constituição de 1988, todos os cidadãos devem ter acesso a educação. Todavia, há pessoas que não se adequam aos novos meios de educação, principalmente os idosos, fazendo com que a educação acabe não chegando realmente a toda população. Desse modo, dois aspectos se destacam: a inadequação dos idosos perante as formas de aprendizado e o envelhecimento da população perante os próximos anos.
É indubitável, que nem todos acabam se familiarizando as formas de ensino, e em grande parte acabam sendo os idosos que saem prejudicados. Conforme o IBGE, 80% dos idosos de hoje acabaram não concluindo sequer o ensino médio regular. Em suma, isso mostra como o sistema de educação acaba sendo falho perante um percentual da população, fazendo com que a constituição de 1988 não se aplique na realidade.
Certamente o envelhecimento da população brasileira não é uma surpresa, visto que em todo local que se frequenta observa-se que existe uma grande porcentagem de idosos. A fundadora do movimento “Panteras Cinzas”, Maggie Kuhn fala que a velhice não é uma doença que os incapacita e os desistimula. Sem dúvida a velhice não é uma doença, mas a falta de aparatos que auxiliem o envelhecimento de forma confortável, acaba os incapacitando de muitas atividades cotidianas que para os mais novos são muito simples e fáceis de fazer.
Em vista dos fatos supracitados, torna-se evidente a inadequação social e educacional perante os idosos. Nessa situação, cabe ao Ministério da Educação adequar as formas de ensino onde todos os idosos consigam aprender, criando aparatos para que a absorção de conteúdo seja mais simplificada e também a criação de campanhas de incentivo à volta aos estudos. Além disso, o Governo Federal deve implementar projetos que viabilizem principalmente os idosos, como cursos pelos programas já existentes, para que se integrem inteiramente a sociedade. Somente assim, agiremos de acordo com a constituição de 1988.