Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 14/04/2020
“A cultura é o melhor conforto para a velhice”, disse o filósofo grego Aristóteles. A partir disso, no mundo atual, cultura é facilmente associada a conhecimento e educação. Com isso, observa-se uma crescente demanda dos idosos pelo ensino superior, contudo esses, muitas vezes, mostram-se despreparados para receber novas informações. Nesse viés, o baixo nível de escolaridade das pessoas com idade avançada, somado a falta de estrutura e uma aprendizagem diferenciada das instituições privadas e públicas, tornam-se desafios para a inserção dos mesmos.
A priori, na Grécia antiga, a educação era uma atividade para aqueles que continham tempo livre, para ser ocupado com o saber e não necessitavam trabalhar para garantir a própria sobrevivência. Esta realidade era vivida não só nesse tempo mas também atualmente. Assim como, os idosos que de maneira idêntica realizaram tal ato, abdicando-se da escolaridade do ensino médio, para realizar funções essenciais. Ademais, este acontecimento interfere diretamente na inclusão dos mais velhos no ensino superior, uma vez que o documento de conclusão da escolaridade é requerido pelas organizações.
Outrossim, através de uma pesquisa realizada pela revista científica, em 2025 serão cerca de 34 milhões de idosos no Brasil. É indubitável que essa população ocupem-se de maneiras distintas e principalmente absorvendo conhecimento, todavia as corporações de ensino superior, mostram-se despreparadas para atender toda a demanda. Essas faculdades, em sua maioria, não possuem uma estrutura acessível para o público mais velho, em que rampas, escadas e a necessidade de locomoção constante tornam-se empecilhos. Por outro lado, a primordialidade de conteúdos mais sucintos e diferenciados se faz presente.
Em suma, é indispensável que o conhecimento é importante em todas as idades, uma vez que orienta um desenvolvimento social por meio da razão desde o século XVIII. É dever das Secretarias de Educação aumentar a divulgação dos projetos da eja, ensino fundamental e médio para jovens e adultos. Também é dever do Estado e das universidades públicas e privadas, adequar sua estrutura física e de ensino para a introdução dos idosos nesse meio. Logo, desta forma as barreiras para o envolvimento da população envelhecida, serão dissolvidas.