Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 15/04/2020
Nos povos indígenas, os idosos são os que comandam as tribos, são as mais respeitadas e, principalmente, aqueles que repassam a cultura local aos mais novos. Entretanto, no Brasil, fora das aldeias, a situação se inverte, os mais velhos não gozam desse prestígio e quando tentam adquirir cultura através das instituições públicas, tais como universidades, enfrentam empecilhos como o preconceito contra eles.
A princípio, deve-se ressaltar o papel do idoso como pessoa ativa na sociedade atual. Dados do IBGE mostram que a população de idosos ultrapassa 30 milhões e em 2055 já será maior que a de pessoas de 0 até 29 anos. Desse modo, o ingresso dessas pessoas no ensino superior não é só bom do ponto de vista cultural, mas necessário, pois em poucos anos o país dependerá deles para continuar funcionando, por isso a formação dessa minoria é algo tão importante para todos.
Por outra perspectiva, os idosos, apesar da importância mostrada, ainda enfrentam preconceito na sociedade e principalmente nos campos de ensino. Inquestionavelmente a figura do idoso está associada a uma pessoa com doenças, capacidade cognitiva reduzida, baixa mobilidade e, por vezes, opiniões extremadas, como se estes não pudessem acompanhar as mudanças do mundo e aceitar novas visões. Por conseguinte, sendo esse estereotipo associado ao idoso, estes sentem dificuldades para assumir sua parcela em alguns setores da sociedade.
Dado o exposto, medidas devem ser tomadas a fim de facilitar o ingresso dos idosos no ensino superior. A fim de resolver essa problemática, o Ministério da Educação deve abrir cotas para assegurar a presença dessa minoria no ensino superior até que seja algo natural para todos. Ademais, eles ingressarão pelo ENEM como os outros e as universidades deverão fornecer mini-cursos de integração entre essa parcela da população e os demais. Com isso, o estereotipo vigente será destruído e a figura do idoso será reconstruída no Brasil.