Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 15/04/2020

No Brasil, tem se visto um crescimento da população na terceira idade, havendo índices da OMS que afirmam que em 2030 seremos um país de idosos, sendo que hoje, eles equivalem a 13% da população brasileira, segundo o IBGE. Porém, boa parte desses idosos não têm o mínimo de alfabetização, sendo assim, um desafio os ter como estudantes do ensino superior.

Para exemplificar, o que diz outra pesquisa do IBGE é que 19,3% das pessoas com mais de 60 anos não leem no Brasil, sendo que assim, o desafio se amplia para não somente introduzi-los ao ensino superior, mas para conseguir os alfabetizar a fim de que continuem sua jornada pelo conhecimento.

Ademais, temos um fator emocional: a depressão entre os idosos. O IBGE afirma que a depressão atinge 11% dos idosos entre 60 e 64 anos. Sabe-se que a depressão afeta o indíviduo não somente emocionalmente, mas fisicamente, levando à pessoa sensações que a impede de realizar ações diárias, como levantar da cama, sendo assim, a bloqueia de se empenhar em uma tarefa que se torna ainda mais difícil conforme a idade, o estudo.

Assim como disse Paulo Freire, “ensinar não é transferir conhecimentos, mas criar possibilidades para sua produção ou construção” e para criar essas possibilidades, é devido que se entenda as condições dos alunos em geral. Se os idosos não têm educação básica ou emocional saudável para estudarem, é preciso que o Estado intervenha por meio de secretarias e Ministério da Saúde para que se expanda a viabilidade de tratamento psicológico para idosos, além de atividades que os faça interagir socialmente, sendo que a atividade primordial deve ser o estudo, principalmente básico de alfabetização para aqueles que a necessitam, os levando até o ensino superior.