Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 22/12/2020

O futuro está no passado

No podcast “Respondendo em voz alta” a locutora Laurinha Lero faz uma piada, de que o papado é a unica profissão que se inicia na terceira idade. Longe do humor, é fato de que está é uma realidade presente no Brasil, afinal, mesmo nos poucos casos em que há a inclusão dos idosos no ensino superior, não há procedência em sua jornada após a graduação. Desta forma faz se fundamental a análise dos fatores que tornam essa problemática uma realidade.

Convem ressaltar, primeiramente, que após concluir seu periodo de contribuição social, somente 33,6% da população com mais de 60 anos não é dependente de aposentadoria ou pensão de acordo com dados do IBGE. Tal situação se deve majoritariamente pela limitação de idade estabelecida em concursos publicos e por empresas privadas para o ingressso em uma novas profissões, mesmo com a conclusão de um ou mais cursos superiores.

Ademais, cabe resaltar que a indisponibilidade de vagas e adaptações nas proprias universidades, tambem apresentam grande parte do desinsentivo a educação na terceira idade. Segundo o economista britânico Sir. Arthur Lewis “Educação nunca foi uma despesa. Sempre foi um investimento com retorno garantido”. No caso da sociedade contemporânea, este investimento não esta possuindo retorno. Portanto, faz-se essencial a existência de estimulos para que idosos possam se graduar e trabalhar na terceira idade.

Torna-se necessário portanto, a necessidade de ações que torem viável o desenvolvimento social para os idoso. Desta forma cabe ao governo criar, por meio de verbas governamentais, um sistema de incentivo fiscal a empresas que contratarem idosos recem formados em cursos superiores, incentivando dessa maneira idosos a buscarem uma nova formação. Somente assim, será possivel que idosos estudem para ingressar em uma nova profissão, sem depender apenas da igreja católica.