Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 18/04/2020

A Constituição Federal de 1988 garante por lei o direito a educação de todos os cidadãos, e artigo 20 do Estatuto do Idoso diz que todos tem direito a educação e serviços que respeitem sua peculiar condição de idade. No Brasil, o crescimento da população de idosos já é uma realidade, com uma porcentagem que pode chegar a 26,7% em 2060, segundo dados do IBGE. Com isso, o direito ao ensino superior para essa parcela da população brasileira é de suma importância para o desenvolvimento.

Em primeira análise, deve-se atentar que não só o número de idosos têm aumentado nos últimos anos, como também o número de idosos ativos. Isso significa que até 2055 o grupo de pessoas com mais de 60 anos será maior que o grupo de jovens até 14 anos, de acordo com o IBGE. Analisando esses dados, fica explícito que a educação a nível superior para essa parcela da população é mister, já que serão também os futuros trabalhadores e profissionais da nação.

Ademais, com a reforma da previdência proposta em 2019 pelo governo Temer e mantida pelo governo Bolsonaro, há um maior tempo de contribuição e de serviço, fazendo com que os idosos necessitem ser inseridos no mercado de trabalho. Para isso, a formação acadêmica é inevitável e as instituições de ensino superior,públicas e privadas precisam se adaptar para acolher e instruir de maneira eficiente os idosos.

Dado os exposto, é mister que hajam políticas públicas para mitigar a problemática. Cabe ao Ministério da Educação e ao SISU a criação de uma cota para idosos em universidades públicas, com uma reserva de vagas para cada curso.