Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 23/04/2020
´´Os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diversas maneiras, o que importa é modifica-lo. `` A partir desse argumento constituído por Karl Marx, pode-se fomentar o pensamento de que é preciso transformar o organismo social. Nesse sentido, ao se discutir sobre a inclusão dos idosos na educação superior, percebemos uma fragilidade na proteção do direito do cidadão. Nesse quadro, confirma-se que os desafios dessa problemática é a dificuldade de aprendizado devido à idade atrelado à falta de acesso a uma educação de qualidade. Entretanto, é necessário de que forma um incentivo familiar e um maior investimento do governo ajudaria a incluir os idosos ao mundo da educação superior.
Em abordagem inicial, pode-se observar que a dificuldade de aprendizado dos idosos é mais complicada, uma vez que, o envelhecimento provoca um declínio cognitivo natural que surge na meia idade e aumenta gradativamente. Essa diminuição da memória ocorrida durante a senescência atinge de forma contundente à vida dos idosos, seja em maior ou menor grau. Segundo o IBGE a taxa de envelhecimento da população vai aumentar 20% até 2060, gerando uma incerteza sobre futuro e deixando claro a necessidade da inserção dos idosos na educação superior. Nesse sentido, confirma-se a percepção de Marx, uma vez que deve haver mudanças no organismo social. Vale pontuar, no entanto, que, para ter um futuro mais promissor, necessita-se de uma mudança o modelo de ensino para conseguir se adequar a essa faixa etária.
Ademais, essa conjunção de fatores evidencia que cada vez mais, a falta investimento na capacitação dos idosos dificulta a diminuição da problemática. A partir desse ponto, destaca-se a concepção do Sir Arthur Lewis, pois, conforme ele, educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido, o que pode, evidentemente, diminuir os gastos do governo no sistema de previdência devido a inserção dos idosos no mercado de trabalho, consequentemente aumentar o número de horas trabalhadas para se aposentar. Nessa perspectivo, é perceptível que o investimento na educação superior para idosos é importante para a capacitação dos próprios.
É importante, então, buscar um caminho que possa reverter esse processo. Nesse aspecto, é imprescindível que o Governo Federal, estabeleça como meta um maior investimento na educação a fim de proporcionar um ensino superior de qualidade para população, com o intuito de aumentar a capacitação dos idosos. Além disso, é de suma importância que o Ministério da Educação juntamente com as instituições privadas desenvolva discussões engajadas sobre a importância de idosos na educação superior, com o propósito de direcionar vagas nas instituições aos próprios, além da criação de materiais específicos para facilitar a capacitação. Assim, há chances de reverter a problemática.