Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 17/04/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. A inclusão do idoso no ensino superior brasileiro é de extrema importância para o contexto atual, visto que, essa é uma parte crescente da população que enfrente problemas relacionados à doenças físicas e falta de escolaridade.
Uma preocupação constante pertencente aos cidadãos geriatras são as mazelas físicas como indisposição e retardo no raciocínio, as quais afetam consideravelmente o desempenho educativo, já que esses necessitam de maiores cuidados no ambiente escolar. Segundo dados da Universidade de São Paulo (USP), o aprendizado escolar dos idosos é comprometido em 40% pelos obstáculos da idade, comparando-se aos estudantes mais jovens.
Além disso, destaca-se a falta de escolaridade que este grupo social foi comprometido, seja por ausência de oportunidades, incompetência dos órgãos públicos da época ou por viverem em tempos mais difíceis, nos quais a luta contra a fome era prioridade. Consequentemente, por não terem os requisitos mínimos para prestarem um vestibular, faltam-lhes oportunidades com o intuito de entrarem em instituições de ensino superior. Segundo o sociólogo francês, Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto no qual está inserido.
Portanto, tendo em vista os aspectos observados, é mister que o Ministério da Educação (MEC), juntamente com instituições de ensino público e privado, crie classes especializadas na educação de idosos com menor tempo de duração e preenchidas por profissionais com didáticas especializadas para essa classe, além de publicar vestibulares universitários com o total de vagas exclusivamente reservadas à eles, com o objetivo de criar oportunidades para que esses indivíduos recuperem o ensino perdido e possam ingressar no ensino superior.