Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 21/04/2020
Devido ao envelhecimento populacional seguido do aumento da expectativa de vida, o número de idosos se matriculando em faculdades tem aumentado. Sejam as dificuldades financeiras, o preconceito ou até mesmo a dificuldade de adaptação com a tecnologia, são fatores que dificultam a entrada e permanência do idoso no meio acadêmico, de forma que as universidades deveriam apresentar caminhos mais acessíveis para esse grupo de estudantes.
Epicuro em sua “Carta a Meneceu” datada cerca de 300a.C já afirmava que “a filosofia é útil tanto ao jovem quanto ao velho” e nos dias de hoje esse ensinamento continua precioso, porque ninguém é demasiado velho para estudar. O estudo é útil para todos e ninguém deve ser impedido de o obtê-lo, como é assegurado pelo artigo 5 da Constituição brasileira. Segundo a “projeção de envelhecimento da população” divulgada pelo IBGE em 2017, mostra que os números de idoso no Brasil vem crescendo, conforme fora previsto, e isso faz com que haja mais participação desse grupo em diversas atividades econômicas e culturais, tal como é o ensino superior.
Conforme foi revelado através de uma reportagem da BBC com dados do INEP, o número de idosos no âmbito acadêmico chegou duplicar de 2014 para 2019, o estudar após os 60 anos, graças a melhora da expectativa de vida, tem se tornado cada vez mais comum entre eles, atividade que décadas atrás seria inviável; como é o caso de cerca de 25 mil idosos estudantes. Um dos principais fatores que impede o acesso do idoso é o preconceito e o medo de serem julgados pelos colegas ou professores, como é constatado nos depoimentos dados a BBC. A maioria desses idosos fazem cursos a distância, mas a tecnologia e suas complexidades as vezes dificultam o estudo desses alunos.
As faculdades privadas devem oferecer caminhos simplificados aos idosos e as provas para o vestibular devem igualmente serem preparadas de forma mais acessível para esse grupo.