Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 20/04/2020

No Brasil e no mundo tem se visto um envelhecimento populacional, e há índices da OMS que afirmam que em 2030 o Brasil será um país de idosos, sendo que hoje, os mais velhos equivalem a 13% da população brasileira, segundo o IBGE, porém boa parte desses idosos não têm o mínimo de alfabetização, sendo assim, um desafio os ter como estudantes do ensino superior.

Para exemplificar, o que diz outra pesquisa do IBGE é que 19,3% das pessoas com mais de 60 anos não leem no Brasil, sendo que e em sua maioria são idosos de renda baixa, por conseguinte o desafio se amplia para não somente introduzi-los ao ensino superior, mas para conseguir os alfabetizar e os manter, a fim de que continuem sua jornada pelo conhecimento.

De acordo com uma pesquisa feita pela USP, 40% de seus alunos idosos têm renda familiar igual ou acima de 10 salários mínimos, comprovando que o trabalho de levar idosos a universidade não tem tido exito quando se trata de atingir os idosos de classes sociais mais baixas, já que, como dito anteriormente, esses idosos raramente têm a habilidade de leitura.

Ademais, temos um fator emocional: a depressão entre os idosos. O IBGE afirma que a depressão atinge 11% dos idosos entre 60 e 64 anos. Sabe-se que a depressão afeta o indíviduo não somente emocionalmente, mas fisicamente, levando à pessoa sensações que a impedem de realizar ações diárias, como levantar da cama, sendo assim, a bloqueia de se empenhar em uma tarefa que se torna ainda mais difícil conforme a idade, o estudo.

Assim como disse Paulo Freire, “ensinar não é transferir conhecimentos, mas criar possibilidades para sua produção ou construção” e a fim de criar essas possibilidades, é devido que se entenda as condições dos alunos em geral. É necessário que o Estado intervenha por meio de secretarias e Ministério da Saúde para que se expanda a viabilidade de tratamento psicológico para idosos, os incentivando a continuar os estudos, para que assim, melhorem sua sapude mental, além de atividades que os faça interagir socialmente, sendo que a atividade primordial deve ser o aprendizado, principalmente básico de alfabetização para aqueles que a necessitam, os levando até o ensino superior