Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 21/04/2020
Nunca é tarde para buscar novos conhecimentos e com isso, o número de idosos no ensino superior aumenta cada vez mais, encarando um ambiente muitas vezes hostil e não adaptado para lhe dar suporte. As faculdades tem tido bastante incentivo do governo, para acomodar melhor os nossos integrantes da terceira idade, mas isso nem sempre é o suficiente para garantir a inclusão dos mesmos.
O Estatuto do Idoso, no artigo 25, estabelece que o governo deve apoiar a criação de faculdades para idosos, a escrita de livros didáticos de fácil entendimento para esta faixa, ele foi sancionado em Outubro de 2003 e modificado em 2017 com a adição de uma lei que determina que as faculdades devem ofertar cursos e programas para a terceira idade. Segundo a revista Ensino Superior, neste mesmo ano de 2017 o número de alunos idosos dobrou em relação a 2013, chegando a 2.932 alunos novos. A quantidade de idosos no Brasil e no mundo tende a aumentar cada vez mais e segundo o IBGE, em 2060, está faixa etária deverá corresponder a 26,7% da população do Brasil.
No artigo “HISTÓRIA DE VIDA DE IDOSOS NO ENSINO SUPERIOR: percursos inesperados de longevidade escolar”, publicado em 2018 no site da Universidade Federal do Oeste do Pará, Sr. João, nascido em 1941, cursou Educação Física na Uneb, diz que a universidade melhorou sua vida em diversos aspectos, mas também relata dificuldades como a questão da acessibilidade, pois em muitas faculdades ainda não são adaptadas com rampas. Sr. João também narra a dificuldade de compreensão de textos acadêmicos e livros.
Em conclusão, o ensino superior tem tido bastante entradas de alunos idosos e existem leis que incentivam a inclusão dos mesmos, entretanto é preciso uma maior fiscalização nas faculdades para se garantir uma melhor capacitação de nossos idosos.