Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 24/04/2020

Na mitologia grega Sísifo foi condenado por Zeus a rola uma pedra morro acima eternamente. Todos os dias Sísifo atingia o topo do rochedo contudo era vencido pela exaustão, assim a pedra retornava a base. Hodiernamente esse mito assemelha-se a questão da inclusão do idoso no ensino superior. Nesse contexto, não há dúvidas de que essa dificuldade de inclusão ocorre devido não só a negligência governamental, mas também a maneira como a sociedade inferioriza os idosos.

A Constituição de 1988 garante que é direito de todos, sem qualquer distinção, a integridade do bem estar social. Todavia, o poder executivo não efetiva esse direito. Consoante, Aristóteles no seu livro ’’ Ética a Nicômaco’’ diz que a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos. Logo, se verifica que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil, à medida que não há universidades abertas para idosos e materiais didáticos adequados a essa faixa etária.

Ainda, outro fator a salientar é o individualismo entre as pessoas, fazendo com que o idoso não possua auxílio para o seu desenvolvimento tornando essa faixa etária inativa e dependente, e também contribuindo para que o Brasil caminhe para se tornar um País de população majoritariamente idosa. O filósofo René Descartes afirma que não existem métodos fáceis para resolver problemas difíceis. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é um começo fundamental para incluir ensino ao idoso.

Portanto, indubitavelmente medidas são necessárias para a resolução desse problema. Cabe ao governo, formular leis para que as universidades e editoras promovam ensino e materiais adequados a essa faixa etária. Cabe também ao Ministério da Educação conscientizar a sociedade e estimular atividades aos idosos para que eles voltem a ser ativos e independentes. Desse modo, a realidade se distancear-se-á do mito grego e os Sísifos brasileiros vencerão o desafio de Zeus.