Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 23/04/2020
No século XIX, manifestou-se o desenvolvimento da sociedade moderna industrial e a globalização da educação escolar que representariam os primordiais deliberativos da austeridade da infância como período distinguido da fase adulta, na finalidade de formar e disciplinar os porvindouros operários das indústrias, todavia a massa populacional idosa foi excluída do plano educacional, haja vista que os envelhecidos não retinham mais interesse do processo produtivo capitalista. Apresentando-se como um retrato social, tal fato histórico, ainda corresponde a história dos mais velhos da população, tendo em vista o carente e supressor ádito à educação em prol dos decrépitos no Brasil. Conquanto, para que suceda uma reversão do panorama, há a mendicidade de análise das razões educacionais e sociais que colaboram para a persistência da problemática em território nacional.
Em primeira instância, cabe refletir sobre o descaso do país no que se diz respeito ao acesso do idoso no ensino superior. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (INEP), no relatório “Mapa do analfabetismo no Brasil”, publicado em 2003, constata-se que 48,7% dos indivíduos idosos são analfabetos. Essa veracidade enfatiza a exclusão educacional existente na vida dos provectos brasileiros. Nesse viés, é notório revelar a imprescindibilidade do governo de criar atuais políticas educacionais para a inclusão desse povo na educação.
Faz-se necessário ressaltar, contudo, a questão do trabalho precoce presente nessa questionável. Na conjuntura nacional, tal realidade provém de que numerosos cidadãos abandonam os estudos de modo prematuro, isso é afirmado nos dados do IBGE, publicado em 2016 que diz que 67,7% dos idosos começaram a trabalhar com até 14 anos de idade. O cenário em questão desencadeia a diminuição de possíveis aumentos nos percentuais referente a taxa de escolarização de idosos no país. Por conseguinte, o propósito de inclusão de centenários em universidades, por exemplo, torna-se cada vez mais distante.
Portanto, é mister que o Estado tome providências cabíveis para atenuar tal situação. Para tanto, urge que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) crie políticas sociais de integração mais rígidas para esse público específico, através de verbas governamentais. Essa proposta objetiva o aumento de idosos nas universidades, faculdades, institutos politécnicos e etc. Além disso, cabe ao Poder Executivo, por meio da mídia com auxílio de campanhas e debates, influenciar a família e a sociedade a promover atos que amparam na incorporação dos mais velhos no ensino superior, a fim de estimular propostas inovadoras, evidenciando a importância de facilitar o acesso à educação para a terceira idade.