Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 24/04/2020

A Constituição Federal de 1988 assegura à educação como direito de todos. No dinamismo contemporâneo, entretanto, desafios são enfrentados pelos idosos para inclusão no ensino superior, mesmo assim, é crescente o número que retornam aos estudos. Nesse sentido, é necessário analisar esses desafios, como a velhice que influencia e a questão financeira.

Em primeiro lugar, a velhice está diretamente relacionada à desaceleração da vida em sociedade. Segundo Veras, o número de idosos em 2002 era de 15,4 milhões e no ano de 2020 é previsto que essa população alcance 32 milhões. E, muito desses, estão escolhendo entrar em universidades como um forte processo de potencialização de suas capacidades e socialização, já que muitos vivem isolados em suas próprias casas, favorecendo a inclusão na sociedade contemporânea. Mas ainda, milhares de idosos não pensam em sair de casa para ir estudar.

Além disso, a questão financeira da mesma forma é um dos desafios da população idosa para estudar. Muitos não tiveram oportunidades por motivos de trabalhar para sustentar a família e não ter o dinheiro para fazer um curso superior. Ademais, pensam na formação dos filhos e após muitos anos resolvem entrar na universidade. Como diz a frase de Paulo Freire, “Educação não transforma o mundo, educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Conclui-se que nunca é tarde para obter conhecimentos.

Torna-se evidente, portanto, que o acesso ao ensino superior por idosos pode favorecer o desenvolvimento do país, já que esses indivíduos oferecem uma gama de conhecimentos adquiridos ao decorrer da vida. Assim, é preciso que o Governo junto com o Ministério da Educação  (MEC), amplie para idosos bolsas de estudos com descontos. Além de aulas online específicas de cursos escolhidos e seminários à comunidade.