Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 24/04/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, estabelecida pela ONU em 1948, assegura a todos os indivíduos o direito a educação e ao bem-estar social. Entretanto, em pleno século XXI, o Brasil encontra dificuldades crescentes na integração dos idosos em ambientes escolares. O quadro de dificuldades contra esse setor é fruto, do aumento crescente e elevado da população da terceira idade e ao constante preconceito que eles tendem a sofrer.
Deve-se pontuar, de início, que de acordo o artigo 25 do Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003) determina que o Estado necessita apoiar a criação de universidades que possam atender os idosos, promovendo a publicação de livros didáticos com conteúdo e padrão adequado para essa faixa etária. Porém, essas universidades atendem apenas a uma pequena parcela da população de idosos. Esse cenário ocorre, devido a elevada expectativa de vida que tem sido evidenciada nos constantes avanços tecnológicos relacionados a área de saúde no país, como o uso de vacinas, de antibióticos e de quimioterápicos que tornaram possível a prevenção e até mesmo a cura de diversas doenças.
Vale ressaltar também, que muitos idosos são desmotivados a reiniciar seus estudos pelos próprios familiares, pessoas mais jovens e até mesmo outros idosos, sofrendo assim um preconceito por quererem viver com a sociedade atual. Esse fator ocorre porque os idosos ainda são considerados velhos demais ou até mesmo menos preparados para lidar com o mundo contemporâneo.. Consequentemente, a discriminação com essa faixa etária pode gerar sérios problemas emocionais e acarretar a uma depressão, levando os idosos a se reprimir, evitando o contato com a sociedade e não permitindo viverem uma vida com qualidade e de forma satisfatória.
É evidente, portanto, que há entraves para que o idoso possa reiniciar o seu estudo, seja de forma ligada a dados científicos ou até em áreas mais emocionais. Dessa maneira, é preciso que o Estado brasileiro continue a promover a participação dos idosos em universidades, criando âmbitos educacionais prontos para atender apenas os idosos ou promovendo mais vagas e opções nas instituições para essa camada da população. Paralelamente, cabe também aos familiares e a sociedade tratarem os idosos com mais respeito e procurarem incentiva-los a se envolverem em atividades que permitam o convívio social e uma maior integração dos idosos com a atualidade, evitando que os mesmos se isolem. Somente dessa forma, será possível sanar as dificuldades para que os idosos sejam mais incluídos nos sistemas de ensino.