Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 26/04/2020

A terceira idade: um destino inevitável

Na vida bem como a educação existem etapas a serem seguidas. Isto é, nascemos, crescemos e envelhecemos; estudamos no nível fundamental, médio e superior. Apesar de ambos serem uma cronologia simples em teoria, na realidade é muito mais complexa. Nem todas as pessoas possuem tal educação em uma idade considerada “normal”. Para tanto, podemos apontar alguns dos desafios em que a terceira idade enfrenta para a inclusão no ensino superior: a problematização e a negligência dos direitos ao público idoso.

Em primeiro lugar, todas as pessoas vão envelhecer. Apesar de ser uma afirmação óbvia, é uma verdade a qual todos nós sabemos, mas por ser tão evidente a esquecemos. Ademais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a porcentagem demográfica de idosos crescerá exponencialmente nos anos vindouros. Além disso, clarividente, muitos desses estão desligados, como destaca Ana Lúcia Saboia, coordenadora de pesquisa do IBGE, “Hoje em dia a população de idosos que recebe benefícios é muito expressiva, grande parte recebe contribuições de transferência de renda.”. Então, é notório que a dificuldade de inclusão das pessoas nesse estágio de vida em universidades pode ser um desperdício de mão de obra na sociedade, por exemplo.

Em segundo lugar, os direitos de qualquer indivíduo devem ser mantidos e exercidos. Segundo a constituição da república federativa do Brasil, uns dos objetivos fundamentais são a construção de uma sociedade livre, justa e solidária e a redução das desigualdades sociais. Em contradição, estes objetivos estão para serem cumpridos, ou seja, houve ineficácia de poder da constituição, pois a criação da lei 13.535/2017, na qual obriga instituições de ensino superior a ofertar cursos e programas de extensão aos idosos, com o intuito de reforçar a lei 10.741/2003, em que estabelece o apoio de várias atitudes destinada a esse público por parte do Estado, esclarece a indiferença com as pessoas da terceira idade, não só isso mas também pelo tempo de resposta ter demorado quatorze anos.

Portanto, os desafios que a terceira idade enfrenta para a inclusão no ensino superior é um problema a ser solucionado. O Ministério da Educação e Cultura (MEC) deveria selecionar fiscais especializados com o propósito de consultar periódico e virtualmente a quantidade de cursos e programas de extensão destinados para idosos pelas instituições de ensino, por meio de uma plataforma digital online. Garantindo e reforçando as leis já criadas. A terceira idade não é uma escolha, devemos resolver isso logo.