Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 28/04/2020
A piramide etária é um histograma, no qual relaciona informações correspondentes à faixa etária e ao sexo da população de um país. À vista disso, ao analisar a piramide, nas últimas décadas, percebe-se um estreitamento da base e um alargamento do cume. Esse fenômeno, no que lhe concerne, evidencia que a população está envelhecendo. Assim, urge um desafio, na contemporaneidade, relacionado à inclusão do idoso no ensino superior. Essa conjunção, dessa maneira, demonstra a não consonância do que estabelece a Constituição Cidadã com a realidade, além de ecoar que esse emblema está conectado com a falta de investimentos na educação.
A priori, a Constituição de 1988 estabelece que todos possuem o direito à educação, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-los. No entanto, a realidade ecoa o Enigma da Modernidade, do filósofo Henrique de Lima, o qual evidencia que, apesar de a sociedade ser tão avançada em suas razões teórica, é tão indigente em suas razões éticas. Notadamente, entende-se que, mesmo sendo garantida nas razões teóricas da Carta Magna, o direito da educação para todos não é uma realidade, haja vista que a Terceira Idade enfrenta problemas quanto à questão da inclusão no ensino superior.
Outrossim, o pedagogo Paulo Freire, no livro Autonomia da Educação, explicitou sobre a importância de ler o mundo do outro, a partir de uma contexto sócio-cultural. Desse modo, ao realizar uma leitura sobre o sistema educacional superior brasileiro, por exemplo, percebe-se um número de universidades e de quantidade de vagas disponíveis ineficientes para atender à população. Essa situação, por sua vez, é consequência da falta de verbas públicas destinadas ao ensino superior, como consta o IBGE. Desse modo, infere-se que a questão do idoso no Ensino Superior é parte integrante desse problema supracitado e, consequentemente, pode-se afirmar, intuitivamente, que a inclusão da Terceira Idade nas universidades está entrelaçada com a falta de investimentos na Educação.
Logo, é necessário que as ONGs desenvolvam palestras destinadas ao Poder Legislativo, sobre o desafio de inclusão do Idoso no ensino superior. Dessarte, é fundamental convidar cientistas sociais que explicitem que essa questão está intimamente relacionada com a falta de investimentos no sistema educacional, com intuito de que essa esfera do poder desenvolva leis que destinem verbas com a finalidade de aumentar o número de universidades, por exemplo. Para tanto, é fundamental que o Governo Federal estabeleça um valor fixo do PIB- como fez a Coreia do Norte, no século passado, para a Educação. Dessa forma, mitigar-se-á a questão da inserção da Terceira Idade nas Universidades.